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Destaques › 16/01/2017

Arcebispo de Belo Horizonte (MG) trata das banalizações do mal

Dom Walmor: Multiplicam-se os cenários que vão adoecendo consciências, deturpando entendimentos e é banido o sentido de que é bom ser bom

Dom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), em artigo publicado no site da CNBB, alerta para algo que pode ocorrer nesse período que o Brasil atravessa e no qual aparecem sucessivas ocorrências de violência: “A progressiva banalização do mal revela uma exigência: o confronto dos processos que deterioram o núcleo humanístico essencial de cada pessoa, recôndito sacrossanto da consciência que conduz atitudes e escolhas nos trilhos do bem e da justiça”. Ele afirma também que sem a superação do sentimento de que o mal é algo natural, não se conquistará a paz.

“Essas banalizações são uma sucursal do inferno, aprisionando a humanidade. Gradativamente, perde-se a sensibilidade fundamental que capacita, motiva e impulsiona o coração para o perdão e a reconciliação. Consequentemente, prevalece a incapacidade para a convivência fraterna e pacífica. Multiplicam-se os cenários aterrorizantes dos atentados, das chacinas e de outras diversas violências que, além dos prejuízos nefastos e das perdas irreversíveis, vão adoecendo consciências, deturpando entendimentos e formatando – com vícios – as escolhas. Ficam comprometidas as condutas, pois é banido o sentido que se conquista na experiência convincente de que é bom ser bom”, diz o arcebispo.

Dom Walmor assegura que “a reação contrária às banalizações do mal deve nascer de uma articulada e contemporânea retomada do compromisso de se investir na formação moral”. Obviamente, isso não pode ser um posicionamento reacionário marcado por rigidez e intolerâncias. Em vez disso, é um enfrentamento dos descompassos que inviabilizam a convivência solidária, aumentam a indiferença, levando-a a um patamar que produz brutalidades, estampadas em chacinas como as ocorridas em presídios, nos homicídios registrados nas cidades, atentados contra a vida em muitos outros lugares. Esses crimes ocorrem de modo fragmentado, disperso, mas, se somados, evidenciam números de uma sociedade em guerra”.

Fonte CNBB: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20122:arcebispo-de-belo-horizonte-mg-trata-das-banalizacoes-do-mal&catid=114&Itemid=106

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